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Nutrologia / Ortomolecular

NUTROLOGIA / ORTOMOLECULAR

Nos últimos anos, com o avanço cada vez maior do conhecimento, sobre como e porque envelhecemos, a ciência tem nos dado uma expectativa cada vez maior de vida (hoje em torno de 75 anos). São reposições hormonais, nutrientes, suplementos e estimulo a atividade física. Mas o que realmente é necessário e o quando estamos sendo excessivos? Quanto de reposição vitamínico mineral é necessário para nos mantermos saudáveis? Quais os alimentos são capazes de nos dar estes suplementos sem gastar fortunas em lojas de suplementos? Afinal você é um atleta de alto desempenho ou você faz atividade física normal, ou seja, ao menos 1 hora ao dia?
Enfim o proposito desta seção do nosso site é tentar te ajudar um pouco, a saber, o que realmente é necessário para se manter saudável, te trazendo todas as novidades tanto da medicina ortomolecular quanto da nutrologia, já que didaticamente é muito difícil separar uma ciência da outra.

ANTIOXIDANTES E RADICAIS LIVRES

Antioxidantes são moléculas capazes de retardar ou impedir o dano oxidativo, processo causado por substâncias chamadas radicais livres, que podem levar à disfunção das células e o aparecimento de problemas como doenças cardíacas, diabetes e câncer e acelerar o processo de envelhecimento.

 

Radicais livres são produzidos no nosso organismo, pelas células, durante o processo de combustão por oxigênio, utilizado para converter os nutrientes dos alimentos absorvidos em energia. Os radicais livres podem danificar células sadias do nosso corpo, entretanto, o nosso organismo possui enzimas protetoras que reparam 99% dos danos causados pela oxidação, ou seja, nosso organismo consegue controlar o nível desses radicais produzidos através de nosso metabolismo, porem o processos metabólicos não são a única fonte de radicais livres. Fatores externos podem contribuir para o aumento da formação dessas moléculas. Entre esses fatores estão:

Poluição ambiental, Raio-X e radiação ultravioleta, Cigarro, Álcool, Substâncias presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, conservantes, hormônios), Estresse, Consumo de gorduras saturadas (frituras, etc) e excesso de atividade física (atletas de alta performance produzem radicais livres em excesso. Nosso organismo produz antioxidantes, porem podem não ser suficientes quando pelos motivos citados acima há uma produção de radicais livres emexcesso, então podemos buscar estes antioxidantes nos alimentos. Abaixo então vamos citar alguns alimentos que pela quantidade de antioxidantes presentes podem ser importantes para proteger o seu organismo.

aveia AVEIA

A aveia é fonte de compostos que apresentam atividade antioxidante como a vitamina E (tocoferol), ácido fitico, compostos fenólicos e avenantramidas quepodem retardar ou evitar a oxidação celular.
A aveia é rica em uma vasta variedade de compostos fenólicos com atividade antioxidante comprovada in vitro e, sendo normalmente consumida na forma de grãos inteiros, conservando assim a camada de farelo de cereais que é particularmente rico em compostos fenólicos.

cha CHÁ VERDE

Rico em flavonoides chamados catequinas, fitoquímicos responsáveis pela maior parte de suas propriedades para a saúde.

As catequinas do chá verde tem o poder de combater os radicais livres em nosso organismo. Por isso mesmo a bebida atua na prevenção e/ou tratamento de doenças crônicas como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes, além de ajudarem no antienvelhecimento da pele. Alguns especialistas chegam a mensurar que o poder antioxidante desses nutrientes é maior do que a vitamina C ou E. Um estudo feito na China em 2003, por exemplo, revelou que mulheres que consomem chá verde tem menor risco de adquirirem um câncer de mama.

chocolate CHOCOLATE

A versão amarga também pode diminuir o risco de câncer, ajudar a controlar o colesterol e proteger a pele.

Entre os pontos positivos do chocolate amargo destacam-se a diminuição de riscos de doenças cardiovasculares e de câncer. Além disso, o alimento protege o cérebro e pode contribuir para a diminuição do colesterol ruim e da pressão arterial. Todos esses benefícios ocorrem porque o chocolate amargo possui boas quantidades de pó de amêndoa de cacau que é rico em flavonoides. Esta substância é um poderoso antioxidante e proporciona todos esses pontos positivos para a saúde.

frutas FRUTAS VERMELHAS (melancia, framboesa, amora, cereja)

Além de fornecerem poucas calorias, as frutas vermelhas possuem compostos bioativos, que são substâncias que contribuem para a saúde, prevenindo doenças. As frutas vermelhas são ricas em antocianinas, compostos fenólicos com potente ação antioxidante no organismo. Elas atuam contra o envelhecimento celular, reforçando o sistema imune e prevenindo doenças. Podendo atuar na redução do colesterol, e na prevenção de doenças cardiovasculares.

Além disso, são repletas de vitamina C, outro antioxidante natural que reforça a defesa do corpo contra infecções e mantém a elasticidade da pele – entre outras funções, ela é importante na síntese de colágeno.

gogy GOJI BERRY
O gojiberry é o fruto da planta Lyciumbarbarum, originária das montanhas do Tibet. Ele se destaca por ser rico em vitamina C, nutriente que melhora o sistema imunológico, o humor e evita problemas oftalmológicos e derrames e ajuda a emagrecer. Além disso, a fruta tem ação antioxidante e anti-inflamatória, equilibra os níveis do colesterol e protege o coração e o cérebro.
O gojiberry ainda ajuda a diminuir as celulites e previne o diabetes e o câncer. O alimento é a maior fonte conhecida de carotenoides e por isso contribuir para evitar problemas de visão e pode proporcionar fotoproteção adicional em pessoas mais suscetíveis aos raios ultravioletas.
oliva AZEITE DE OLIVA
Uma pesquisa publicada no New EnglandJournalof Medicine comprovou que a dieta mediterrânea, cuja base é o azeite de oliva extravirgem, castanhas, peixes e vegetais, é capaz de reduzir em 30% o risco de doenças cardiovasculares.
O azeite de oliva não só ajuda a diminuir o mau colesterol (LDL) como aumenta o bom colesterol (HDL). Isso ocorre graças a presença de antioxidantes, gorduras monoinsaturadas do azeite. Mas seus benefícios não ficam restritos a saúde cardiovascular, proteção do cérebro e dos ossos, combate do diabetes e até emagrecimento entram na sua lista de ganhos para a saúde.
Azeite extravirgem: Um óleo saboroso com acidez, demonstrada em ácido oleico, não superior a 1%. Ele é a melhor opção, pois possui mais fotoquímicos que têm propriedades antioxidantes.Benefícios
O azeite de oliva é altamente digestivo e é considerada a gordura melhor tolerada pelo nosso organismo
Regula a função intestinal
Protege a mucosa do estômago;
Produz um efeito de regeneração da pele;
Estimula o crescimento e favorece a absorção de cálcio, ajudando a evitar a osteoporose;
Contribui para prevenção e/ou redução dos sintomas da artrite e do reumatismo;
Ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares;Fortalece o sistema imunológico;
Permite elevada absorção de vitamina, particularmente da vitaminaE
Proporciona um envelhecimento saudável e protege contra o declínio de funções cognitivas relativas à idade e a doença de Alzheimer;
A quantidade recomendada de azeite de oliva são duas colheres de sopa por dia, o equivalente a 30 gramas. O melhor é que o azeite seja a sua fonte de gordura diária ao invés da margarina, manteiga ou maionese, pois esses alimentos não possuem as gorduras monossaturadas presentes no óleo das oliveiras e tão benéficas ao organismo.

azeite_index

• O azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, um tipo de gordura que é benéfico à saúde do organismo. Elas são um nutriente importante por não atuarem na elevação do colesterol mau, LDL, e contribuírem para melhorar os níveis circulantes do colesterol bom, HDL. Esta gordura também tem efeito anti-inflamatório, que pode evitar problemas no cérebro, entre muitos outros benefícios.
• O óleo também é cheio de vitamina E que tem um efeito antioxidante que inibe a síntese do colesterol ruim e evita a oxidação celular, contribuindo para maior sobrevida de células saudáveis no organismo. O azeite também carrega uma série de compostos antioxidantes, como os polifenois, no entanto a versão extravirgem é a mais rica nessas substâncias, porém os outros tipos também possuem boas quantidades.
• A vitamina K é outro nutriente que ganha muito destaque no azeite tanto que em uma porção de azeite (30 gramas), é possível consumir 129% da dose recomendada da vitamina por dia. Esse nutriente é fundamental para manter os ossos saudáveis e também atua no processo de coagulação sanguínea.
• Regula o colesterol: Os tocoferois, substâncias antioxidantes presentes no azeite, parecem ter um efeito inibitório na síntese de colesterol ruim, o LDL, reduzindo seus níveis e outros fatores causadores de doenças cardiovasculares. Este óleo apresenta as gorduras monoinsaturadas, que também são benéficas para o órgão cardíaco. Essas gorduras ajudam a regular o colesterol, pois aumentam os níveis de HDL, o colesterol bom, e não elevam o LDL.
• Protege o coração: Os antioxidantes diminuem a síntese do colesterol ruim, LDL, que em excesso se acumula dentro das paredes das artérias do coração, formando as placas de gordura e tornando os vasos mais estreitos. O estreitamento ou entupimento dos pequenos vasos sanguíneos é a principal característica daaterosclerose, que é estabelecida quando o fluxo sanguíneo para o coração fica prejudicado. Sem o sangue necessário, o coração fica carente de oxigênio e de nutrientes vitais para que ele opere de forma adequada. O processo também pode elevar a pressão arterial, favorecendo o risco de infartos e derrames. Uma pesquisa da Universidade de Navarra, na Espanha, concluiu que uma dieta rica em azeite de oliva virgem pode prevenir ou até mesmo reverter a aterosclerose.
• Ajuda a emagrecer: Muitas pessoas podem até estranhar que um óleo seja capaz de ajudar a diminuir o ponteiro da balança, mas o azeite de oliva assume esse posto. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Viena, na Áustria, e Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, concluiu que o azeite de oliva contribui para a perda de peso. O estudo apontou os compostos de aroma deste óleo como os responsáveis pelo emagrecimento, pois eles são capazes de regular a saciedade. Após uma refeição, o tempo que a sensação de saciedade dura depende de uma série de fatores, porém o nível de açúcar no sangue influencia significativamente. Quanto mais rápido ele cai, ou seja, quanto mais rápido as células absorverem a glicose do sangue, mais cedo a pessoa começa a sentir fome. A pesquisa concluiu que o azeite de oliva possui substâncias de aroma que reduzem a absorção de glicose do sangue para as células do fígado. Porém, o óleo não faz milagres, para perder peso é importante ter uma dieta balanceada e praticar atividades físicas.
• Protege o cérebro: Outro benefício dos antioxidantes presentes no azeite está relacionado ao cérebro. Segundo apontam alguns estudos estas substâncias são eficazes na prevenção de danos cerebrais causados pela oclusão de artérias cerebrais, como derrames. Também existem pesquisas preliminares que apontam a possibilidade de o azeite contribuir na melhora de funções cognitivas.
• Uma pesquisa feita pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha, descobriu que existe um composto presente no azeite chamado hidroxitirosol é capaz de impedir a degeneração dos neurônios, retardando o processo de envelhecimento cerebral.
• Outra pesquisa realizada pela Universidade de Bordeaux e o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisas Médicas, na França, sugere que o consumo do azeite de oliva pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas mais velhas. Os pesquisadores observaram os registros médicos de 7625 pessoas de 65 anos ou mais e categorizaram o consumo de azeite de oliva extravirgemomo “sem uso”, “uso moderado” – o uso do azeite apenas para cozinhar, temperar ou com pão – e “uso intenso”. Depois de pouco mais de cinco anos do começo da análise, houve a ocorrência de 148 AVCs. Ao considerar dieta, prática de atividades físicas, índice de massa corpórea e outros fatores de risco para o acidente vascular cerebral, os estudiosos descobriram que aqueles que usaram regularmente o azeite de oliva para cozinhar e temperar tiveram 41% menos chances de ter um AVC, quando comparados a aqueles que nunca usavam o azeite. Apenas 1,5% dos idosos que consumiam azeite tiveram o acidente, contra 2,6% dos que nunca consumiam.
• Previne e combate o diabetes: O azeite de oliva é um aliado no combate à diabetes por ser anti-inflamatório e conter substâncias antioxidantes. Quando as inflamações diminuem, a captação de insulina na célula é melhor. Isto faz com que não seja necessário produzir tanta insulina, ajudando os portadores de diabetes tipo 2, pois o organismo deles têm uma tendência a precisar de mais insulina para enviar às células a mesma quantidade de glicose de uma pessoa saudável.
• Um estudo publicado na revista científica Diabetes Care concluiu que uma dieta suplementada com azeite de oliva virgem diminuiu a incidência de diabetes tipo 2 em indivíduos com alto risco cardiovascular após quatro anos de acompanhamento. A incidência de diabetes foi reduzida em 51% nos indivíduos que consumiram o azeite em comparação com aqueles que tiveram uma dieta com baixo teor de gordura.
• Diminui a dor: O azeite de oliva também pode estar relacionado a redução de dor crônica. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Monell, nos Estados Unidos, descobriu que o azeite possui uma molécula que inibe a atividade de enzimas envolvidas em inflamações. Trata-se do oleocathal, composto com ação igual a do analgésico, portanto há a possibilidade de o consumo regular deste óleo proporcionar alívio para quem sofre de dores crônicas, como dores nas articulações, nas costas e dores musculares, em geral.
• Bom para os ossos: A saúde dos ossos também pode ser beneficiada pelo consumo de azeite, evitando assim fraturas e doenças como a osteoporose. Segundo pesquisadores do Instituto Linus Pauling, nos Estados Unidos, há uma relação entre a osteoporose e a vitamina K, presente no azeite de oliva. Este nutriente contribui para manter os ossos saudáveis. Uma pesquisa do Nurses? Health Study, nos Estados Unidos, acompanhou 72 mil mulheres durante dez anos e descobriu que aquelas do grupo com níveis de vitamina K baixos tinham 30% mais chances de quebrar o quadril do que aquelas com altos níveis do nutriente.
• Uma pesquisa realizada pela Sociedade de Endocrinologia Americana também percebeu os benefícios do azeite para os ossos. Após dois anos avaliando 127 homens com idades entre 55 e 80 anos, os cientistas concluíram que aqueles que consumiram um cardápio de dieta mediterrânea com azeite de oliva virgem e baixa caloria ?io cardápio também tem como base o consumo de nozes e peixes – também tiveram um aumento nos índices de osteocalciona e outros formadores de ossos. Os índices de osteoporose na região do Mediterrâneo, onde seus moradores têm uma alimentação composta por boas quantidades de azeite de oliva, são baixos.
• Diminui o risco de câncer: Diversos estudos apontaram que o azeite de oliva exerce um efeito protetor contra determinados tumores malignos. Já foi provado que os riscos de câncer de mama diminuem quando a pessoa inclui este óleo em uma dieta saudável. Uma pesquisa da Universidade de Granada, na Espanha, concluiu que os polifenois presentes no azeite destroem uma proteína responsável por acionar o gene HER2, que é o responsável por iniciar a forma mais frequente do câncer de mama.
• Os riscos de câncer de intestino também são reduzidos. Em sua composição o azeite possui tocotrienois, antioxidantes que, segundo estudos, diminuem a proliferação de células tumorais.
• As chances de desenvolver o câncer de cólon e reto ficam menores quando o azeite é consumido. De acordo com um estudo publicado a revista da Sociedade Europeia de Oncologia isto ocorre porque ele é rico em gorduras monoinsaturadas que diminuem a produção de prostaglandinas derivadas de ácido araquidônico, o qual tem um papel significativo na produção e no desenvolvimento de tumores.

ORIENTAÇÃO ALIMENTAR

Somos aquilo que comemos.

Este velho ditado, a cada dia, faz mais sentido. Muitas pessoas convencidas deste fato vêm procurando cada vez mais conhecer os alimentos funcionais, que alem de cumprir sua função nutritiva básica, dão ao organismo, benefícios como auxilio na redução de doenças crônico-degenerativas, entre elas as do sistema imunológico e circulatório.

FRUTAS, GRÃOS, CEREAIS, VERDURAS, LATICÍNIOS E PEIXES, são alimentos tidos como funcionais, por conterem uma serie de componentes ativos com influencia comprovada sobre a saúde.

Fitoestrógenos encontrados na soja; carotenoides, na cenoura, licopeno, em tomates; ácidos graxos, nos peixes; probioticos, em leite fermentado e flavonoides, em frutas e vegetais.

Tenha sempre na sua lista de compras estes alimentos:

– LEITE E DERIVADOS, ENRIQUECIDOS COM PROBIÓTICOS (yogurt) – alem de prevenir a osteoporose, melhora o funcionamento do intestino.

– PEIXES – fonte de ácidos graxos, ajudam a reduzir problemas como a hipertensão e doenças cardiovasculares. Os óleos de peixe podem evitar o câncer de mama, próstata, pulmão e laringe.

– FRUTAS CÍTRICAS – são ricas em limonoide, que atuaria na prevenção de vários tipos de câncer.

– CHÁ VERDE – rico em tanino que podem inibir a formação de placas que provocam a aterosclerose.

– TOMATE – rico em carotenoides que são poderosos antioxidantes. O consumo diário de tomate previne o câncer de próstata.

– ALHO – o alho libera a alicina, substancia que ajuda a evitar hipertensão a reduzir os níveis de colesterol no sangue.

PROBIÓTICOS

Quando os probióticos são ingeridos, atingem o intestino, vivos, os intestinos e liberam ácidos como o lático e o acético. Ambos tem capacidade de melhorar a atividade intestinal e facilitar a digestão e absorção de nutrientes.

Os probióticos inibem bactérias nocivas e ajudam a prevenir infecções.

Os efeitos imunológicos dos probioticos estão sendo intensamente estudados.

TERAPIA ORTOMOLECULAR

Somos formados por substâncias químicas que reagem umas com as outras e nesta reatividade produzem substancias que nos são tóxicas, sem falar das substancias que em nosso dia a dia nos bombardeiam. Fumo e irradiação solar são exemplos de algumas mais simples, com as quais praticamente convivemos.

Nosso organismo tem capacidade limitada de atuar contra estas substâncias tóxicas, capacidade esta que ao longo da vida tende a diminuir. Detectar estas necessidades é a ideia da terapia ortomolecular.

Quais os elementos químicos que estão diminuídos e que, portanto precisam ser repostos? Que alimentos devem ser incrementados na alimentação diária, e quais devem ser evitados?

Qual a contribuição da atividade física?

Até que ponto ela contribui para o bem estar e a partir de que ponto passa a produzir elementos tóxicos ao organismo e que precisam ser neutralizados?

Enfim, esta é a ideia da terapia ortomolecular.

REPOSIÇÃO HORMONAL: MASCULINA E FEMININA

A Andropausa e a Reposição Hormonal Masculina

Muito já se conhece e se comenta sobre a menopausa e os processos característicos dessa fase na mulher. Porém, no que se refere aos homens, que costumam ser mais negligentes em relação à saúde, pouco se comenta sobre a sua “menopausa”, denominada “andropausa”.

Para os especialistas, até mesmo este último termo é contestável. O correto não seria nem “menopausa masculina” nem “andropausa”, mas sim “Deficiência Androgênica Progressiva do Envelhecimento Masculino”, cuja sigla em inglês é PADAM (Partial androgen deficiency of the ageing male).

Durante este processo verifica-se diminuição progressiva das taxas de testosterona no homem. Podem ocorrer aumento na proporção de gordura corporal, diminuição da massa muscular, tendência à anemia e osteoporose. Outras alterações frequentes são: diminuição do desejo sexual, mudanças no desempenho sexual (dificuldade de ereção), letargia, perda de pelos faciais e do corpo, dificuldade de concentração, problemas de memória, apatia e depressão.

A testosterona é o hormônio masculino mais importante antes e logo após o nascimento no indivíduo do sexo masculino. Ele é produzido pelas células de Leydig, nos testículos, que, por sua vez são estimuladas por hormônios da glândula Hipófise. No final da formação embrionária, a testosterona provoca a migração dos testículos para a bolsa escrotal. Após o nascimento, o hormônio masculino desempenha importante papel durante a puberdade, quando ativa a produção de esperma, faz o pênis crescer, os pelos aumentar, a voz engrossar e ajuda, ainda, no desenvolvimento da próstata.

A testosterona também é responsável pelo alargamento da laringe e pelo espessamento das cordas vocais. Durante a vida do homem, a testosterona colabora com a manutenção da massa muscular, do tecido ósseo e acredita-se que colabore, ainda, para a boa saúde e bom humor.

Reposição hormonal

Com isso, a reposição hormonal (até pouco tempo, exclusividade das mulheres), passou a se tornar cada vez mais comum entre os homens.

O diagnóstico da andropausa pode ser auxiliado por alguns exames clínicos: sanguíneo (para medir o índice de testosterona), espermograma (para medir a quantidade de espermatozoides), urológico (conhecido como “exame de toque”), densitometria óssea (que detecta a osteoporose) e ecografia da próstata e abdome.

Embora ainda não exista um consenso entre os especialistas, o tratamento costuma ser realizada de quatro formas: via intramuscular (com injeções), via transdérmica (adesivos e gel), via oral (cápsulas ou comprimidos) e via subcutânea (implantes). A novidade no tratamento é um gel cujo princípio ativo é a testosterona. O gel custa, em média, R$ 43,00, mais barato do que os adesivos de testosterona.

A diminuição nos níveis de testosterona faz parte do processo de envelhecimento masculino. A reposição hormonal traz vantagens como a melhora da força, da massa muscular, da contagem de hemácias (células vermelhas do sangue) e da memória. Estudos recentes indicam que a testosterona pode proteger o coração por aumentar o HDL (bom colesterol). Porém, antes de se decidir por realizar a reposição hormonal deve-se ponderar entre seus benefícios e riscos.

Os riscos comprovados são crescimento das mamas, aumento dos glóbulos vermelhos do sangue (o que pode predispor a derrames e infarto), lesões no fígado, como hepatite e câncer, retenção de água e sais minerais (o que pode agravar insuficiência cardíaca e hipertensão) e aceleração do crescimento de tumores da próstata. Há, ainda, o risco não comprovado do aumento do colesterol, que é fator de risco de infarto e derrame.

Se comparado com as mulheres, o número de homens que recorrem à reposição hormonal ainda é muito pequeno. Porém, da mesma forma como ocorre com as mulheres, o tratamento para os homens deve ser dependente de uma avaliação e acompanhamento médico, levando-se em conta seus prós e contras, para que os benefícios sejam otimizados.

Reposição hormonal feminina

Quando a mulher pára de menstruar, seu organismo deixa de produzir os hormônios femininos estrogênio e progesterona, o que causa diversas reações no organismo: calores, pouca lubrificação vaginal, enfraquecimento dos ossos, aumento da quantidade de colesterol no sangue, concentração de gordura na região abdominal e uma série de outros problemas.

Para reduzir esses efeitos, há cerca de 20 anos, começaram a ser desenvolvidas diferentes terapias de reposição hormonal, baseadas na prescrição de hormônios sintéticos que substituem a progesterona e o estrogênio.

A cada ano, aumenta o número de mulheres aptas ao uso dos hormônios, pois os remédios apresentam cada vez menos efeitos colaterais. Mas é preciso fazer exames para saber o tipo de hormônio a ser utilizado e por qual via será melhor administrado: se por via oral, por adesivos grudados na pele ou até por spray nasal.

Embora a reposição hormonal esteja ganhando cada vez mais adeptas, pesquisas alertam para os riscos da terapia. Estudo feito pela Women’s Health Iniciative com mais de dezesseis mil mulheres nos Estados Unidos mostrou que uma combinação de remédios muito usada, feita com hormônios femininos retirados da urina de éguas grávidas, aumenta consideravelmente a incidência de derrame (41%), ataques cardíacos (29%) e câncer de mama (26%) nas mulheres que utilizam o tratamento.

Segundo especialistas, quando a reposição não é feita, diversos problemas podem ocorrer, como ressecamento vaginal, ondas de calor, pele mais fina, enrugada e com manchas escuras. Com o tempo, a distribuição de gorduras se modifica, com predomínio principalmente na barriga. Ocorre ainda atrofia da uretra, incontinência urinária e infecções urinárias de repetição. A longo prazo aumenta a possibilidade de ter osteoporose, mal de alzheimer e doença cardiovascular.

Portanto achamos que as vantagens da reposição supera em muito os riscos.

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