Dr. Adaias Vieira outubro 26, 2016 Nenhum comentário

Não há diferenças entre estes procedimentos.

Existe sim uma tentativa, por vezes antiética, de vender estes procedimentos como a novidade da estação ou algo recém criado por algum iluminado de plantão. A finalidade é retirar gorduras localizadas, não importando, que nome tenha o procedimento, melhorando assim, o contorno corporal.

Também não se trata de procedimentos novos, “ultimo grito da moda”, ou o “up to date” da cirurgia estética. Esta técnica, para sermos fieis ao seu idealizador, Dr. Pierre Fournier, surge em 1985, quando este medico Francês passa a se utilizar de cânulas mais finas e troca o aspirador a vácuo por seringas de 60 ml.
Portanto a grande novidade, não é tão nova assim.

Infelizmente a fronteira entre a ética, o bom senso e a necessidade de financeira de alguns colegas tem levado a uma exposição perigosa dos pacientes, com a banalização da técnica.

 

Procedimentos cirúrgicos devem ser realizados em ambiente cirúrgico, já diziam os velhos mestres. Há uma regulamentação, imposta pelo CREMERJ, classificando os ambientes apropriados em níveis (DE 1 A 4), de acordo com o tipo de procedimento cirúrgico.

Há ainda uma compreensão da SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLASTICA DE QUE LIPOESCULTURA DEVA SER REALIZADA APENAS EM AMBIENTE NIVEL 4 (HOSPITAIS).

 

Monitores, desfibriladores, oxigênio, acesso venoso, para aplicação medicamentosa, se necessário e a presença do anestesista, é o mínimo de prudência que se espera, quando se trata de lidar coma vida humana. Estas técnicas devem ser realizadas somente em hospitais, dotados de CTI, nunca em um consultório, em cima de uma maca, sem o mínimo de condições para uma emergência que nunca se sabe quando vai acontecer. Uma simples crise hipertensiva pode trazer conseqüências graves ao paciente, se não atendida prontamente.

 

Infelizmente temos visto colegas fazendo estes procedimentos em consultório, sem um mínimo de condições, para uma situação de emergência. Nem vou discutir especialidade, pois não e o cerne deste artigo e alem disso, uma mão bem treinada e capaz de realizar certos procedimentos cirúrgicos, digo isto, ao arrepio de muitos colegas evidentemente, mas não sou e nem pretendo ser fiscal da especialidade de ninguém, mas sim, chamar atenção com este artigo, quanto à ética, muitas vezes deixada de lado, no afã, do sucesso financeiro.

 

A necessidade de conseguir, mais pacientes, tem levado alguns colegas a realizar procedimentos por preços muito abaixo do “mercado” levando a uma verdadeira expropriação e banalização, do ato medico.

Muito cuidado, portanto ao decidir fazer qualquer procedimento cirúrgico. Procure se informar onde será realizado e se o local tem condições mínimas para atender uma emergência.

 

Dr. Adaias Vieira

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